FICHA

Nome Guapeba, Guapeba preta, Marmeleiro-do-mato, Árvore do imperador, Royal tree (Austrália)
N. Científico

Chrysophyllum imperiale  sinonímia: Martiusella imperialis

(ver descrição da espécie - Flora Neotropica)

Família Sapotaceae
Altura média 20 a 30 metros
Folhas Simples, 50 x 20 cm. Muito duras, com borda serrilhada.
Flores Pequenas, claras, agarradas nos galhos. Ver fotos nos exemplares de Buenos Aires e de Lisboa.
Fruto Ovalado, amarelo, macio, 5 x 2 cm, muito saboroso, segundo consta. Ver fotos no exemplar de Sydney, do Rio de Janeiro, e do Parque Rio Doce.
Sementes Duras, marrom, achatadas. ver foto no exemplar de Sydney.
Outras características

  Árvore nativa da região de Mata Atlântica, a partir do Rio de Janeiro, região costeira baixa, que hoje é quase totalmente urbanizada, até o sudeste de MG, Parque do Rio Doce.

Existia em abundancia na época do Brasil colonial, e hoje é considerada em risco de extinção em seu habitat natural.

  Árvore de grande porte, madeira muito dura, de grande beleza e frutos saborosos, era apreciada pelo Imperador D. Pedro I, e igualmente pelo seu filho, D. Pedro II, que enviou mudas para vários jardins botânicos do mundo.

  Durante o segundo Império já era rara, devido a busca pela sua madeira para construção de navios, e se tornou mais rara ainda após o final do Império. Desconfia-se até que republicanos tenham eliminado exemplares em jardins botanicos pelo fato do seu nome ser associado ao Imperador.

  Até poucos anos atrás, no inicio de seculo XXI, existiam apenas alguns exemplares conhecidos, todos cultivados, e a maioria fora do Brasil, conforme se segue:

- Jardim Botânico de Lisboa – Portugal (ver fotos)

- Parque Farroupilha em Porto Alegre – RS (ver fotos)

- Parque Agua Branca em SP – SP (ver fotos)

- Royal Botanic Gardens of Sydney – Austrália (ver fotos)

- Jardim Botânico de Buenos Aires – Argentina (ver fotos)

- Jardim Botânico de Bruxelas - Belgica (não temos fotos)

- Jardim Botânico de Firenzi (Florença) - Itália (ver fotos)

  São citados em literatura alguns outros exemplares em parques, mas só conseguimos fotos dos de São Paulo e de Porto Alegre. Parece que existiam antigamente em locais como o Horto florestal da Cantareira, São Paulo, parque do Museu Mariano Procópio,em Juiz de Fora, exemplares em projetos do Glaziou, na Quinta da Boavista, Passeio Público, Museu Imperial de Petrópolis.

  Ver video sobre esta especie do programa "Um Pé de Quê" em  www.youtube.com/watch?v=76-ruS8TAUM

 

Busca pela preservação da espécie e importantes novas descobertas

   Hoje existe um grupo de pessoas em vários países procurando exemplares da espécie, e trabalhando para reproduzi-la por sementes. Trata-se de um trabalho importante, pois possibilitará a reintrodução ou manutenção da mesma em seu habitat natural, resgatando assim uma espécie que faz parte de nossa história. Este grupo conseguiu duas importantes descobertas:

  Foram descobertos exemplares antigos, originais em seu habitat natural, na região do Parque Estadual do Rio Doce e Pingo dágua, leste de MG. Ver links ao lado, e pelo menos um exemplar nativo nas florestas remanescentes do Rio de Janeiro, ver link.

  No momento, em alguns locais de MG, RJ e SP estão plantadas várias mudas desta espécie, desenvolvendo-se com alguma dificuldade. Trata-se de árvore de crescimento lento e muito exigente quanto ao solo e clima. Nosso objetivo é conseguir mais sementes para aumentar a chance de propagação. Ver fotos

Agradecimentos e contatos

  A existência desta página só foi possível pela generosa colaboração deste grupo de pesquisa, com informações e fotos.

Pedro Foyos, primeira pessoa a levantar o assunto e pai do grupo, jornalista e historiador português, ver texto.

Marco Lacerda, Rio de Janeiro, co-autor do livro Frutas Brasileiras e Exóticas Cultivadas do Instituto Plantarum.

Carlos Velazco, de Niteroi, RJ

Sergio Duarte, de Portugal

Gerald Luckhurst, tambem em Portugal

Dean Rallison, da Austrália

Tom Ling, da Austrália

Antonio Morschbacker, colecionador de frutas de Porto Alegre.

Andrea Signorini, da Itália

  Agradecemos ainda as pessoas que atenciosamente nos ajudaram na busca, mesmo em tentativas frustradas, como

Graça Duarte, do Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, MG

Rodrigo Trassi Polisel, de Juquitiba, SP

  Se você, visitante da página, conhece algum outro exemplar, se tem informações ou fotos desta espécie, todo o grupo agradeceria que entrasse em contato.

  Este contato pode ser pelo meu email eadmelo@uol.com.br

Eugênio